quinta-feira, 13 de maio de 2010

Comércio vende 15,7% mais que em 2009

Com expressivo resultado em março, as vendas do comércio reforçam ainda mais a tendência de alta dos juros sinalizada pelo Copom (Comitê de Política Monetária do BC) para os próximos meses.
Os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que as vendas do comércio varejista cresceram 1,6% ante fevereiro, terceira alta consecutiva nessa comparação.
Em relação a março de 2009, a alta foi de 15,7%, variação recorde dentro da série histórica iniciada em 2001.
O desempenho acompanha o ritmo mostrado por outros indicadores que apontam para um forte aquecimento da economia no primeiro trimestre, acima do previsto por analistas e pelo próprio governo.

Internacionalização demanda estratégia e bom mapeamento

As empresas terão que se internacionalizar para garantir expansão e sustentabilidade dos negócios, querendo ou não. A avaliação é de Sérgio Nunes, diretor do Departamento de Micro, Pequenas e Médias Empresas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. "A empresa que exporta tem imagem diferenciada no mercado."
Mas o escoamento de produtos para outros países não pode ser visto como um tapa-buracos para a falta de mercado interno -deve ser uma decisão estratégica, com planejamento e definição de objetivos. Por isso a Inbits Aviamentos fez investimentos para ampliar a produção de 200 mil peças por mês para 700 mil. A gerente comercial Gláucia Marchese, 40, explica que a preocupação era dar conta dos pedidos dos EUA e da França, para onde a empresa vai começar a exportar. "O cliente estrangeiro é mais exigente em relação a prazos", avalia.
A exigência também se dá quando o assunto é a qualidade do produto. "Originalidade, criatividade e qualidade são características que não podem faltar para quem quer exportar", afirma a designer Alessandra Migani, 37, sócia do ateliê Casa da Alessa.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pacote de socorro ao euro pode desencadear inflação

O euro está salvo por enquanto, mas os políticos europeus atiraram as bases da moeda comum europeia pelos costados com seu inédito pacote de socorro. Em longo prazo, os perigos da crise só poderão aumentar, e a inundação de bilhões de euros também poderá causar inflação.
O ataque foi repelido. Os mercados estão pujantes e o euro, em ascensão. O escudo protetor que os políticos europeus ergueram praticamente da noite para o dia para defender sua moeda comum sitiada parece estar funcionando.
Os políticos europeus podem dar um suspiro de alívio - pelo menos por enquanto. Eles só podem relaxar até que fique claro que essa suposta vitória tem um preço amargo. Os governos europeus atiraram pelos costados todos os nobres princípios e as promessas que os cidadãos comuns achavam que os manteriam seguros: as duras bases formais contidas no tratado da introdução do euro e a independência do Banco Central Europeu (BCE).
É claro que eles fizeram tudo isso com a melhor das intenções. O perigo, como eles indicaram, era iminente. Eles quiseram defender o euro contra especuladores, aqueles sinistras poderes anglo-americanos que estavam apenas esperando uma oportunidade para destruir o euro, fazendo um belo lucro nesse processo. Os políticos europeus - pelo menos isto é o que eles querem nos fazer acreditar - estavam agindo em algo que se aproximava de um estado de emergência. Deveríamos acreditar que eles tiveram de evitar um colapso total da moeda comum europeia. Uma situação como essa não é momento para excesso de escrúpulos. Essa, em resumo, é a versão propagandística dos fatos.
A verdade, porém, é um pouco diferente. A situação nos mercados financeiros realmente havia chegado a um ponto crítico na semana passada. O valor do euro tinha caído, os prêmios de risco para títulos do governo de membros da zona do euro do sul da Europa tinham subido e os mercados de ações haviam despencado - tudo isso apesar do fato de os políticos terem concordado com um pacote de socorro para a Grécia no penúltimo fim de semana.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

É hora de cautela na Bolsa, dizem analistas

Apesar da queda de 6,9% na última semana, especialistas recomendam calma e enxergam oportunidades na Bovespa. Diversificar investimentos também é importante para reduzir perdas; títulos públicos e CDBs são boas opções neste momento.
A lentidão das autoridades europeias em socorrer a combalida Grécia derrubou as Bolsas mundiais na última semana -- a Bovespa caiu 6,9%. Além disso, o aparente erro de um operador americano na quinta-feira levou uma dose extra de instabilidade aos mercados.
Apesar do cenário estressante, analistas de mercado recomendam calma aos investidores. Sair correndo da Bolsa é a pior opção, pois significa "embolsar" as perdas. E, dependendo do estômago do aplicador, pode até valer a pena aumentar a exposição em ações.

domingo, 9 de maio de 2010

Para o Prêmio Nobel Paul Krugmann, Grécia pode ter que "deixar o euro"

Em artigo veiculado neste domingo, o Nobel de economia Paul Krugman compara a Grécia de 2010 à Argentina de 2001. Avalia que Atenas pode ter de deixar o euro assim como Buenos Aires viu-se compelida a se livrar do peso atrelado ao dólar. Recorda que, na Argentina de ontem, acabar com a relação fixa peso-dólar parecia algo tão impensável quanto a Grécia de hoje dar adeus ao euro.
Na Grécia, como na Argentina, lembra Krugman, a simples menção à hipótese de uma meia-volta monetária faz soar o “risco de fugas de capital nos bancos”. Mas, na Argentina, "isso aconteceu mesmo assim”, anota Krugman. “E o governo argentino impôs restrições emergenciais aos saques”. Abriu-se a porta para a desvalorização do peso. E a Argentina acabou passando por esse vão. E quanto à Grécia?
Krugman escreve: “Se algo assim acontecer na Grécia, uma onda de choque se propagará pela Europa, possivelmente engatilhando crises em outros países...”. “...A não ser que os líderes europeus possam e queiram agir de forma mais ousada do que já vimos até agora, é para onde a situação se encaminha”.
Na opinião de Krugman, “os problemas da Grécia são mais profundos do que os líderes europeus estão dispostos a reconhecer”. Realça que “muitos observadores esperam que a tragédia grega acabe em inadimplência”. Acha que “eles são otimistas demais”. Por quê? O calote da dívida da Grécia, anota Krugman, “será acompanhado ou seguido pela partida da zona do euro”.

sábado, 8 de maio de 2010

Estande do Brasil na Expo Xangai 2010


Realizado numa área de 2 mil metros quadrados na estrutura de estande-padrão reservada aos países que preferiram não erguer pavilhão próprio na Feira de Xangai, o espaço do Brasil foi projetado pelo escritório Fernando Brandão Arquitetura + Design.
O projeto venceu um concurso fechado feito pela Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Momento de comprar euro é agora, diz analista

Para quem está planejando uma viagem à Europa nos próximos meses o momento é bom para comprar euro. A afirmação é do diretor do Banco Confidence, Gustavo Dias.
"A moeda se desvalorizou frente ao Real nos últimos dias. Portanto, quem está planejando uma viagem ao velho continente nos próximos meses, e já tem um dinheiro guardado para gastar lá, pode fazer a troca de moedas neste momento. Para se ter uma ideia de como a moeda está barata, essa é a menor diferença do euro com o dólar nos últimos 3 meses", conta o executivo.