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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Pequenos e médios empresários vão às trocas

Permutas entre várias firmas possibilitam girar o estoque e receber itens de valor agregado sem desembolso 
Premiar o funcionário do mês com uma viagem a um resort de luxo em Comandatuba (BA) ou emplacar uma campanha de publicidade sem desembolsar um único real são possibilidades que têm levado empresários de pequeno e médio portes a aderir às permutas.
Entre as vantagens do sistema de trocas apontadas por empreendedores e consultores destaca-se a possibilidade de girar o estoque, escoar os excedentes de produção e aproveitar as horas ociosas, substituindo esse tipo de custo por itens e serviços com valor agregado.
As transações são simples: ao se associar a uma intermediadora de permutas, o empresário pode oferecer o que desejar e solicitar o que for disponibilizado pelos demais associados.
Para cada troca, o ofertante recebe créditos equivalentes ao que o serviço custaria em reais. Com eles, "paga" o que demandar de outras empresas.
Esse tipo de transação, avalia Tales Andreassi, coordenador do Centro de Empreendedorismo da FGV-SP (Fundação Getulio Vargas), pode ser positivo aos negócios "desde que integrado à estratégia da empresa".
"Imagine uma firma de serviços que esteja começando a atuar e queira ter como clientes empresas num setor bem representado no mercado de permutas. Nesse caso, vale a pena se afiliar e oferecer alguns serviços por esse sistema, a fim de se tornar conhecida", pontua.
"O modelo ajuda a escoar estoques que os canais convencionais não absorvem mais, a preço de mercado, além de ocupar a capacidade ociosa da indústria e dos serviços, como na baixa temporada de hotéis", afirma Marcio Lerner, diretor-executivo do Prorede, que tem 300 associados e está focado em empresas de médio porte.
O diretor-técnico do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Carlos Alberto dos Santos, ressalta, porém, que aderir a uma economia não monetária é uma "estratégia defensiva que não deve ser o objetivo de nenhuma empresa". A meta, reforça, deve ser a "boa gestão financeira".
"Sem prejuízos de alternativas pontuais [como a permuta], a estratégia não pode ser se afastar da economia monetária, do dinheiro", pondera.
Em ascensão
pouco no Brasil, a permuta multilateral vem crescendo entre as organizações intermediadoras.
"O empresário está cada vez mais aberto a esse formato de negócios", aponta Nádia Nunes, diretora comercial da Permute, que conta com 600 empresas associadas e movimentou o equivalente a R$ 6 milhões em trocas em 2009.
Outra especializada no setor, a norte-americana Tradaq, informa que teve crescimento de 30% em 2009 e negociou R$ 32 milhões em permutas. No Prorede, o salto no volume de negócios foi de 25% nesse período, segundo Lerner.
Os principais segmentos participantes são os de gráfica, mídia, hotéis, restaurantes, prestadores de serviços e móveis.
Fonte: Folha de S.Paulo

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Exemplo para o agronegócio nacional

O Consecana, sistema de precificação na cadeia produtiva da cana-de-açúcar, é o modelo mais bem-sucedido dos últimos anos

A economia agrícola nos ensina que os processos de produção e comercialização de produtos agropecuários têm características únicas para cada produto, como período da colheita, perecibilidade, armazenagem e volume de safra.
Esses atributos determinam o processo de formação de preços, gerando complexas relações entre a agricultura e a indústria de processamento e distribuição.
Por conta dessa complexidade, um conjunto amplo de políticas agrícolas e de organizações de mercado se desenvolveu em diferentes países, estabelecendo modelos distintos de formação de preços.
No Brasil, o modelo mais bem-sucedido dos últimos 12 anos é o sistema de precificação na cadeia produtiva da cana-de-açúcar, o Consecana.
As especificidades do processo produtivo do açúcar, do etanol e da própria cana produto volumoso, com elevado custo de frete relativo ao preço (o que inviabiliza o transporte por longas distâncias) e que precisa ser processado logo após a colheita, causam uma dependência bilateral entre os fornecedores e as usinas.
Isso torna essencial a existência de parcerias entre os segmentos agrícola e industrial.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Internacionalização demanda estratégia e bom mapeamento

As empresas terão que se internacionalizar para garantir expansão e sustentabilidade dos negócios, querendo ou não. A avaliação é de Sérgio Nunes, diretor do Departamento de Micro, Pequenas e Médias Empresas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. "A empresa que exporta tem imagem diferenciada no mercado."
Mas o escoamento de produtos para outros países não pode ser visto como um tapa-buracos para a falta de mercado interno -deve ser uma decisão estratégica, com planejamento e definição de objetivos. Por isso a Inbits Aviamentos fez investimentos para ampliar a produção de 200 mil peças por mês para 700 mil. A gerente comercial Gláucia Marchese, 40, explica que a preocupação era dar conta dos pedidos dos EUA e da França, para onde a empresa vai começar a exportar. "O cliente estrangeiro é mais exigente em relação a prazos", avalia.
A exigência também se dá quando o assunto é a qualidade do produto. "Originalidade, criatividade e qualidade são características que não podem faltar para quem quer exportar", afirma a designer Alessandra Migani, 37, sócia do ateliê Casa da Alessa.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

8 passos para dar-se bem no marketing digital

Todos sabem que investir pesado nas redes sociais, e ter o Google como aliado é fator relevante nos negócios de hoje, especialmente naqueles em que os produtos ou serviços só são comercializados no meio on-line.
No livro "Google Marketing" (Novatec, 2010)", Conrado Adolpho ensina estudantes e profissionais da área a desenvolverem campanhas bem-sucedidas de marketing digital.
O autor usa a metodologia que ele chama de "8 pês" e destaca os passos certeiros para os que desejam investir na área: pesquisa do público-alvo; planejar todos os passos do negócio e minimizar as margens de erro; produzir com qualidade; publicar conteúdo otimizado e persuasivo; promover em web 2.0, transformando o consumidor em veículo; tornar o produto ou serviço o mais visível possível nos mecanismos de busca; personalizar o contato com os clientes; e mensurar com exatidão todos os resultados.
Veja o trecho reproduzido (fonte: FolhaOnline) abaixo e entenda melhor cada uma destas etapas:

Governo cria banco para estimular exportações

O anúncio do pacote para as exportações, divulgado nesta quarta-feira, inclui a criação de um uma agência de estímulo para o financiamento das vendas externas. O EximBrasil vai disponibilizar linhas com prazos mais longos e taxas mais baixas de mercado.
O órgão funcionará como subsidiária do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Economico) e vai aproveitar o quadro de funcionários ocupados com outra linha do próprio banco. De acordo com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a instituição terá uma carteira de R$ 20 bilhões nos próximos anos.
Segundo Coutinho, o banco já nascerá em operação. "Assegurará a celeridade para a implantação da instituição", afirmou.
Nos moldes do EximBank americano, a instituição também vai oferecer crédito para os países que quiserem importar produtos brasileiros.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Setor de shoppings faturou R$ 73,6 bi em 2009

De acordo com o Ibope Inteligência, o faturamento total dos shoppings brasileiros em 2009 foi de R$ 73,6 bilhões, o que representam 16% das vendas do comércio nos ramos de produtos que são vendidos em shopping.

Setor de máquinas e equipamentos bateu recorde de vendas em março

A indústria de máquinas e equipamentos registrou crescimento de 19,9% no faturamento dos primeiros três meses deste ano em comparação ao mesmo período de 2009, atingindo R$ 16,7 bilhões. Somente em março, o setor faturou R$ 7,2 bilhões, o melhor resultado da história para o mês e 47% superior ao registrado em março do ano passado. O balanço foi divulgado hoje (5) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).